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Prêmio idealizado por Kell Silva reconhece iniciativas que ampliam identidade e combatem o racismo nas escolas

Prêmio idealizado por Kell Silva reconhece iniciativas que ampliam identidade e combatem o racismo nas escolas

Cerimônia criada por Kell Silva e Lohanna França como embaixadora reconhece projetos que ampliam identidade, representatividade e combate ao racismo nas escolas.

A noite de segunda-feira, 24 de novembro, marcou a história de Divinópolis. A cidade reuniu educadores, autoridades e movimentos sociais para celebrar o Prêmio Educador Antirracista, idealizado pela vereadora e professora Kell Silva e embaixadora deputada estadual Lohanna França.

O evento destacou iniciativas que fortalecem identidade negra, ampliam representatividade e combatem o racismo nas escolas. Além disso, a premiação mostrou como a educação antirracista se consolida como política pública essencial no município.

A cerimônia reconheceu três projetos que transformaram ambientes escolares com criatividade, sensibilidade e compromisso pedagógico.

Os projetos

Em terceiro lugar, o projeto “Vozes que Ecoam: Por uma sociedade antirracista”, de Merilyn de Freitas Valadares, promoveu debates na escola Maria de Lourdes Teixeira. A proposta incentivou reflexões sobre identidade, pertencimento e responsabilidade coletiva. Esses diálogos fortaleceram a construção de uma comunidade escolar mais igualitária e consciente.

Em segundo lugar, o projeto “H2OR Hip Hop”, da arte-educadora Elizane Santos, a Zane, utilizou a cultura Hip Hop como ferramenta pedagógica. Com mais de 20 anos de atuação, Zane aplicou a metodologia PCH², aproximando jovens de práticas artísticas que desenvolvem autonomia e expressão. Ela também idealizou a 1ª Semana de Hip Hop de Divinópolis, realizada por emenda parlamentar de Lohanna.

O primeiro lugar ficou com o projeto “Contos Clássicos: Novos Olhares”, das educadoras Raquel de Jesus Evangelista, Maildes Umbelina Mamede e Hayany Franciscani Ribeiro, da escola José Quintino Lopes. A iniciativa reescreveu contos clássicos com protagonistas negros e cenários brasileiros. Entre as releituras, apareciam “O Pequeno Príncipe Preto” e “Cinderela e Chico Rei”. O projeto seguiu as Leis 10.639/03 e 11.645/08, a BNCC e o CRMG, rompendo com padrões que historicamente apagaram a presença negra na literatura infantil.

Prêmios

As vencedoras receberam prêmios de R$ 200, R$ 300 e R$ 500. Kell Silva e Lohanna França entregaram as premiações e reforçaram o valor simbólico da homenagem. As educadoras também receberam o livro “Coroa de Santo Rei”, escrito por Gê Lara, José Heleno e Ge Guevara, fortalecendo a literatura como ferramenta de ancestralidade e resistência.

A cerimônia reuniu diversas instituições e lideranças sociais, como a OAB, a UEMG, o Movimento Unificado Negro e o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial. Além disso, o público assistiu a apresentações culturais marcantes. O evento exibiu um curta sobre o Largo do Rosário, além de performances de hip hop, poesia e um encerramento musical com o cantor guineense Samuel Augusto Bissinde.

Durante a celebração, Kell Silva afirmou que “a educação antirracista não se constrói em um dia, mas na rotina e no compromisso ético de cada educador”. Já Lohanna destacou que “representatividade, identidade e igualdade são pilares de toda sociedade democrática”.

Além disso, o sucesso da primeira edição motivou nova confirmação. Kell anunciou que o Prêmio Educador Antirracista terá edição em 2026. Dessa forma, a cidade mantém uma política permanente de valorização das práticas que transformam vidas dentro e fora das escolas.

Portanto, o evento consolidou Divinópolis como referência regional no enfrentamento ao racismo e mostrou que a educação antirracista cresce quando recebe incentivo, visibilidade e reconhecimento.

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